Li Martins concedeu a primeira entrevista 1 mês após o trágico acidente de moto que matou seu marido, o modelo JP Mantovani. A cantora participou do “PODDELAS” nesta quinta-feira (23) e emocionou o público ao relatar como contou para a filha, Antonella, que o pai havia falecido.
Li relata que, após descobrir a notícia, sua principal preocupação era como contaria para a filha. Para isso, ela contou com a ajuda de um terapeuta integrativo, que era amigo pessoal de JP e com quem já estava em acompanhamento.
"Eu tinha muito receio. Pensava como eu ia contar. Eu estava com acompanhamento profissional há um mês, por culpa da minha carreira. Na minha cabeça, veio esse amigo do meu marido, liguei e ele me explicou que a melhor coisa era deixar fluir", relembrou.
Enquanto tinha a dura conversa com a filha, Li foi surpreendida com algo que ela considerou um sinal sobrenatural. "Eu a levei até o consultório e ele me ajudou a conduzir de uma forma muito leve. Ela fez um tsuru [origami em formato do pássaro considerado sagrado na cultura japonesa] e escreveu: 'amor, de Antonella e colocou uma data'. Na hora, a luz apagou. Foi um sinal: é assim que tem que ser.”
No dia da fatalidade, Antonella pediu para dormir na casa de uma amiga. Li estava apenas com a sogra na residência à espera do marido, com quem engatou um relacionamento durante “A Fazenda”.
JP estava em um bar do qual era sócio e organizava os últimos detalhes de um evento que aconteceria no dia seguinte. A cantora do Rouge, que recebeu apoio das companheiras de banda no velório, adormeceu e foi acordada no meio da madrugada por policiais que chegaram ao local.
“Parece que a gente já sabe, mas não quer acreditar. Quando o policial perguntou se aquela era a casa dele e me pediu um documento da moto e um documento dele, eu já imaginei o que tinha acontecido”, desabafou.
Li conta que Antonella, que tem feito aulas de canto nos últimos tempos, sente saudades, mas se consola com as lembranças do pai. "Ela pede vídeos, entra no carro e pede músicas. Ela tem saudade, mas não no lugar de dor e pesar. Ela tem memórias boas do que viveu com o pai. É ela quem me dá força e coragem", descreveu.
player2